Coroando todo esse processo, justamente num país que preza (ou melhor, prezava) a liberadde de poder falar o que quiser (desde arcando com as consequências caso o dito seja falso ou cause dano a outrem) e que também prezava a livre iniciativa de criar e prosperar pelos próprios méritos, encimando tudo isso, foi criado a WWW- a rede mais conhecida como internet, fazendo algo antes impensável, a total circulação de dados e informações em tempo praticamente real.E juntamente com a revolução da microdigitalização facilitou e barateou o acesso a informação, de tal modo que pessoas que antes jamais teriam condiçoes sequer de mandar uma carta para outro país possam se comunicar com outras do outro lado do mundo, quando muito em questão de minutos.
Eis o tipo de revolução que os filosdaputa da Nova Ordem Mundial não podem suportar, eis o tipo de inclusão digital que a vagabundada da ONU não pode permitir.A "inclusão digital" que essa gente sórdida quer é meter o dedo no cú de todo aquele que não rezar pelo seu missal, e para tanto deve realizar o serviço de maneira silenciosa, estilo vaselina, para que quando a coisa pipocar seja dado como "fait accompli".Eis o que pesquei no Wall Street Journal devidamente traduzido;
ONU próxima de realizar o sonho dourado das tiranias do século XXI-
controlar a internet.
Trago aqui a tradição que realizei de um artigo do Wall Street Journal
de 17 de junho de 2012 por L. Gordon Crovitz:
Crovitz:
The U.N.'s Internet Power Grab
Leaked documents show a
real threat to the international flow of information.
A TOMADA DE PODER DA INTERNET PELA ONU
Documentos vazados mostram a real ameaça ao fluxo
internacional de informações
É fácil entender por que
países como Rússia, China e Irã gostariam de voltar a ligar a Internet, desde
que cortando o acesso aos seus cidadãos e minando a idéia de uma World Wide
Web. O que é mais surpreendente é que diplomatas americanos estão deixando
regimes autoritários tomar conta de uma agência obscura das Nações Unidas para
minar a liberdade de expressão na Internet, inclusive para os americanos.
A incapacidade dos negociadores dos EUA para parar os ataques a
internet tornou-se conhecido apenas através de documentos que vazaram na semana
passada. Eles dizem respeito a uma agência da ONU conhecida como a União
Internacional das Telecomunicações. Fundada em 1865 para regular o telégrafo, a
instituição (agora parte da ONU) está planejando uma Conferência Mundial das
Telecomunicações Internacionais, em dezembro, quando os 193 países membros das
Nações Unidas, cada qual com direito a um único voto, na qual poderiam usar as
Regulamentações das Telecomunicações Internacionais para assumir o controle da
Internet.
O processo da ONU é lento, quase entorpecente, mas como Vincent Cerf, um
dos fundadores da Web, recentemente disse ao Congresso, este envolvimento da
ONU significa que "a Internet aberta nunca esteve diante de um perigo tão
grande quanto agora."
O processo é secreto, então era difícil saber o que os governos
autoritários estavam tramando ou como os EUA estavam respondendo. Esta coluna
no mês passado, detalhou algumas das propostas, mas outros comentadores
duvidavam que qualquer alteração se materializasse.
A divulgação veio quando dois acadêmicos decidiram usar a liberdade de acesso e divulgação da Web para ajudar a salvar a própria web. Os pesquisadores da George Mason University,Jerry Brito e Eli Dourado, criaram no início deste mês um site chamado WCITLeaks.org. Eles convidaram qualquer pessoa com acesso aos documentos que descrevem as propostas da ONU para publicá-las, assim como "promover uma maior transparência." Esses documentos não são classificados como secretos, mas não tinham sido tornado públicos.
O site WCITLeaks obteve sucesso nesta sexta-feira passada. Alguém vazou o documento de planejamento de 212 páginas que está sendo utilizado pelos governos para preparar a conferência de dezembro. Sr. Dourado resumiu: "Estas propostas mostram que muitos estados membro da UIT querem recorrer a acordos internacionais para regular a Internet pela inversão de sentido do controle da Web, deixando de ser feito pelos usuários e e provedores (isto é, de baixo para cima) para ser feito por instituições nacionais ligadas a agência, da imposição de multas e penalidades para a comunicação internacional, e para controlar o conteúdo que os consumidores podem acessar on-line."
A mais ampla proposta nos materiais do projeto é uma iniciativa da China para dar aos países autoridade sobre "a informação e infra-estrutura de comunicação dentro de seu estado" e exigem que as empresas on-line "que operam em seu território" usem a Internet "de forma racional", em suma , para legitimar o controle completo do governo. A Internet Society, que representa os engenheiros em todo o mundo que mantêm o funcionamento da Internet, diz que esta proposta "exigiria que os Estados membros assumissem um papel muito ativo e inadequado no patrulhamento da Internet”.
Várias propostas dariam o poder a ONU para regular o conteúdo on-line pela primeira vez, sob o pretexto de proteger os computadores contra malwares ou spams. A Rússia e alguns países árabes querem ser capazes de inspecionar as comunicações privadas, tais como e-mails. Rússia e Irã propõem novas regras para medir o tráfego de Internet ao longo das fronteiras nacionais e taxar a origem do tráfego, como acontece com chamadas telefônicas internacionais. Isso resultaria em novas taxas para os governos locais e menos acesso ao tráfego de empresas “originárias” dos Estados Unidos como Google, Facebook e Apple. Uma idéia similar tem o apoio de empresas europeias de telecomunicações, apesar da comutação de pacotes de dados na Internet global fazerem “pedágios” de acesso parecer uma idéia anacrônica.
Outra proposta daria autoridade às Nações Unidas sobre a atribuição de endereços na Internet. Ele substituiria Icann, o órgão auto-regulador que ajudou a garantir a estabilidade da Internet, sob contrato do Departamento de Comércio dos EUA.
De acordo com nota no documento que vazou, a delegação dos EUA apresentou algumas objeções aqui e ali, mas educadamente. Os EUA chamaram a ampla proposta chinesa sobre a regulamentação da Internet pela ONU de "desnecessária e fora do âmbito apropriado". "Os EUA aguardam uma explicação adicional da China em relação às alterações propostas, e anotamos que podemos ter reações adicionais a partir disso." Notas no documento de negociação dizem que a delegação dos EUA também se opoem às propostas em que "o texto sugere que a ITU tem um papel a desempenhar no teor dos conteúdos da internet. Nós não acreditamos que ela tenha. "
Essas respostas são fracas mesmo pelos padrões da administração Obama. Desde a era pré-internet da década de 1970, os regimes autoritários têm procurado usar a ONU para estabelecer uma "ordem mundial da informação" com base em controles governamentais, em fluxos não abertos de informação. Os EUA aprenderam durante a Guerra Fria que a única maneira de impedir a intromissão da ONU se faz usando a política do “big stick”*. Washington teve que deixar a Unesco** quando ele jogou esse mesmo tipo de jogo perigoso que a ITU escolheu jogar.
Pode ser difícil para os bilhões de usuários da Web ou os otimistas do Vale do Silício acreditar que uma obscura agência da ONU pode ameaçar a sua Internet, mas os regimes autoritários estão ocupados fazendo lobby junto a maioria dos membros da ONU a votar a sua maneira. Os documentos vazados revelam que o os EUA mal começaram a dar uma resposta ao desafio. Isso não é maneira de ganhar esta guerra.
A divulgação veio quando dois acadêmicos decidiram usar a liberdade de acesso e divulgação da Web para ajudar a salvar a própria web. Os pesquisadores da George Mason University,Jerry Brito e Eli Dourado, criaram no início deste mês um site chamado WCITLeaks.org. Eles convidaram qualquer pessoa com acesso aos documentos que descrevem as propostas da ONU para publicá-las, assim como "promover uma maior transparência." Esses documentos não são classificados como secretos, mas não tinham sido tornado públicos.
O site WCITLeaks obteve sucesso nesta sexta-feira passada. Alguém vazou o documento de planejamento de 212 páginas que está sendo utilizado pelos governos para preparar a conferência de dezembro. Sr. Dourado resumiu: "Estas propostas mostram que muitos estados membro da UIT querem recorrer a acordos internacionais para regular a Internet pela inversão de sentido do controle da Web, deixando de ser feito pelos usuários e e provedores (isto é, de baixo para cima) para ser feito por instituições nacionais ligadas a agência, da imposição de multas e penalidades para a comunicação internacional, e para controlar o conteúdo que os consumidores podem acessar on-line."
A mais ampla proposta nos materiais do projeto é uma iniciativa da China para dar aos países autoridade sobre "a informação e infra-estrutura de comunicação dentro de seu estado" e exigem que as empresas on-line "que operam em seu território" usem a Internet "de forma racional", em suma , para legitimar o controle completo do governo. A Internet Society, que representa os engenheiros em todo o mundo que mantêm o funcionamento da Internet, diz que esta proposta "exigiria que os Estados membros assumissem um papel muito ativo e inadequado no patrulhamento da Internet”.
Várias propostas dariam o poder a ONU para regular o conteúdo on-line pela primeira vez, sob o pretexto de proteger os computadores contra malwares ou spams. A Rússia e alguns países árabes querem ser capazes de inspecionar as comunicações privadas, tais como e-mails. Rússia e Irã propõem novas regras para medir o tráfego de Internet ao longo das fronteiras nacionais e taxar a origem do tráfego, como acontece com chamadas telefônicas internacionais. Isso resultaria em novas taxas para os governos locais e menos acesso ao tráfego de empresas “originárias” dos Estados Unidos como Google, Facebook e Apple. Uma idéia similar tem o apoio de empresas europeias de telecomunicações, apesar da comutação de pacotes de dados na Internet global fazerem “pedágios” de acesso parecer uma idéia anacrônica.
Outra proposta daria autoridade às Nações Unidas sobre a atribuição de endereços na Internet. Ele substituiria Icann, o órgão auto-regulador que ajudou a garantir a estabilidade da Internet, sob contrato do Departamento de Comércio dos EUA.
De acordo com nota no documento que vazou, a delegação dos EUA apresentou algumas objeções aqui e ali, mas educadamente. Os EUA chamaram a ampla proposta chinesa sobre a regulamentação da Internet pela ONU de "desnecessária e fora do âmbito apropriado". "Os EUA aguardam uma explicação adicional da China em relação às alterações propostas, e anotamos que podemos ter reações adicionais a partir disso." Notas no documento de negociação dizem que a delegação dos EUA também se opoem às propostas em que "o texto sugere que a ITU tem um papel a desempenhar no teor dos conteúdos da internet. Nós não acreditamos que ela tenha. "
Essas respostas são fracas mesmo pelos padrões da administração Obama. Desde a era pré-internet da década de 1970, os regimes autoritários têm procurado usar a ONU para estabelecer uma "ordem mundial da informação" com base em controles governamentais, em fluxos não abertos de informação. Os EUA aprenderam durante a Guerra Fria que a única maneira de impedir a intromissão da ONU se faz usando a política do “big stick”*. Washington teve que deixar a Unesco** quando ele jogou esse mesmo tipo de jogo perigoso que a ITU escolheu jogar.
Pode ser difícil para os bilhões de usuários da Web ou os otimistas do Vale do Silício acreditar que uma obscura agência da ONU pode ameaçar a sua Internet, mas os regimes autoritários estão ocupados fazendo lobby junto a maioria dos membros da ONU a votar a sua maneira. Os documentos vazados revelam que o os EUA mal começaram a dar uma resposta ao desafio. Isso não é maneira de ganhar esta guerra.
Uma versão deste artigo apareceu 18 de junho de 2012, na página A11 da edição dos EUA do The Wall Street Journal, com a manchete: “Grab A ONU Power Internet.”
*O Big Stick ("Grande Porrete") foi o slogan usado pelo presidente
americano Theodore Roosevelt para descrever o estilo de diplomacia empregada
como corolário da Doutrina Monroe, a qual especificava que os Estados Unidos deveriam
assumir o papel de polícia internacional no Ocidente. Roosevelt tomou o termo
emprestado de um provérbio africano, "fale com suavidade e tenha à mão
um grande porrete", implicando que o poder para retaliar estava
disponível, caso fosse necessário.
** Em novembro de
2011 os EUA deixaram de depositar fundos para a Unesco após aquela agência ter admitido a Palestina como membro pleno.
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